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LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DA NEURALGIA DO TRIGÊMEO

A Neuralgia do Trigêmeo é considerada uma das patologias mais dolorosas que existem. A dor é intensa, inesperada e pode se repetir muitas vezes durante o dia. O paciente muda sua vida pessoal, social e tem tendência a desenvolver depressão.

 

A alteração do nervo pode ser de causa desconhecida mas também pode ter sido causada por uma lesão por herpes zoster, alguma cirurgia ou outra patologia que tenha lesionado o tecido nervoso.

 

A dor facial pode ser na região da mandíbula, da maxila ou região do olho, podendo também ser múltipla atingindo toda a face. Estímulos como falar e comer ou um simples tocar na região podem desencadear a dor. Os pacientes relatam dor em forma de choque, fisgada, dor que sobe para a cabeça ou ainda uma agulha intensa e inesperada.

 

Os medicamentos que bloqueiam a dor no SNC são os de eleição e muitas vezes devem ser ajustados a medida que a dor vai se perpetuando. Casos mais leves conseguem conviver bem com o remédio, outros partem para terapias mais invasivas como a técnica do balão ou radiofrequência que visam lesionar o nervo para que ele pare de funcionar e como consequência também pare de doer. A recidiva no entanto é bem comum, e a dor volta de forma intensa.

 

A laserterapia entre outros efeitos age na regeneração das células nervosas e mostra-se uma alternativa para o tratamento da neuralgia. Diferente da abordagem farmacológica, que tua somente na sintomatologia, a Laserterapia promove a regeneração celular, levando a normalização do limiar de dor e função nervosa e portanto revertendo de forma eficaz os sintomas.

 

Os efeitos são percebidos em até 24h após a aplicação, e ao decorrer do tratamento é esperada a redução gradual na intensidade e frequência da dor. O medicamento é então gradualmente removido e as sessões passam a ser menos frequentes até a completa remissão da dor.

 

Ainda, o tratamento com Laserterapia local pode ser complementado com a Laserterapia Sistêmica (Ilib modificado) contribuindo para uma resposta ainda melhor ao tratamento.

 

Desta forma, a Laserterapia passa a ser um tratamento alternativo ou adjuvante para a resolução da Neuralgia do Trigêmeo, não tendo contraindicações nem efeitos colaterais além de ser indolor e não invasivo.

 

Você paciente, procure um Dentista Habilitado em Laserterapia para iniciar o quanto antes o seu tratamento!

Você profissional Dentista, vem aprender com a gente como realizar o tratamento da Neuralgia do Trigêmeo na Habilitação em Laserterapia na SLMandic -unidade Campinas!  (próxima turma 23 de Março de 2020! acesse o link: https://www.slmandic.edu.br/cursos/odontologia/unidade/campinas#c=4944

 

Um grande abraço,

Profa. Dra. Daiane T. Meneguzzo

 

Dentistas lideram na Laserterapia

Porque é o Dentista que mais utiliza o Laser? 

 

A odontologia é a profissão que mais abraçou o uso da Laserterapia e da Laser Cirurgia quando comparada às outras áreas da saúde. Até mesmo a Fisioterapia, que desde sempre incluiu a fototerapia como assunto de graduação não utiliza o Laser tanto quanto a Odontologia. 

 

Mas porquê? Qual seria a explicação? Avaliando historicamente, o dentista teve seu primeiro contato com o Laser após o surgimento do clareamento dental com LED. Os equipamentos além da ponteira com LED para clareamento vinham com outra ponteira que continha o Laser…  E isso despertou o interesse nos benefícios da laserterapia que inicialmente restringiam-se ao uso do Laser na Herpes e Aftas.

 

Talvez sim, isso pode ter influenciado, mas me parece que mais importante que isso foram os excelentes resultados que a Odontologia teve e ainda têm com o uso do Laser!

 

Gosto muito de dar um exemplo para explicar tudo isso. Imagine uma viagem de carro para a praia de Campinas à Juqueí (amo demais esse lugar!). Podemos ir à praia com um carro antigo, que vai devagar, sem ar condicionado, fazendo barulho e com grandes possibilidades de ter alguma pane durante o caminho … OU podemos ir à praia com um carro novo e moderno, que vai rápido, com mais conforto (ar condicionado, banco de couro, tela multimídia com o  mapa projetado), silencioso e com pouquíssimas chances de nos dar algum problema no caminho. Ora, é claro que todos preferem a segunda opção! Mas e se muitos não conhecessem a segunda opção? 

 

Esse exemplo seria mais ou menos o que acontece na odontologia. Que tal fazer uma cirurgia de extração dental sem desconforto? Ou melhor, sem edema, sem hematoma, sem dor, podendo se alimentar normalmente no dia da cirurgia, e tenho poucas chances de ter alguma complicação? Seria ótimo certo? E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

Outros exemplos seriam o uso da Laserterapia no tratamento das dores articulares… que tal sentir o efeito analgésico de forma imediata? Que tal reduzir ou até mesmo não precisar mais de analgésicos nem relaxantes musculares? Seria ótimo certo? E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

Realizar uma restauração sem hipersensibilidade, resolver uma hipersensibilidade que impede de tomar gelado, sorvete, e que há muito incomoda… Seria ótimo certo? E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

E tratar aquela dormência que ficou na língua após uma cirurgia? Seria ótimo certo?E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

E passar por um tratamento oncológico sem sentir os efeitos colaterais na boca? Não sei se sabe mas a maioria dos tratamentos causam efeitos colaterais como feridas em boca, ardência em língua, alteração de paladar e outras coisas que é melhor nem saber… Seria ótimo certo? E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

E fazer um tratamento periodontal sem precisar de cirurgia e de antibióticos? Como seria? Com o laser podemos realizar Laser curetagem (com laser cirúrgico) ou descontaminação local da bolsa periodontal (com a terapia fotodinâmica) garantindo um tratamento periodontal mais eficaz e rápido, sem medicamentos! E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

Ainda… o laser melhora a osseointegração de implantes, acelera todos os pós operatórios cirúrgicos, trata e previne herpes e aftas e ainda… garante uma anestesia sem dor!!!! E é assim que acontece quando utilizamos o Laser na Odontologia!!

 

Bom.. agora que já conhece alguns dos benefícios é só procurar um Dentista Laserterapeuta!!!  Ou mandar a dica para seu profissional de confiança ir fazer a Habilitação em Laserterapia!

 

#ficaadica

#slmandic próxima data do curso será 23 de Março 2020!)

 

 

Um grande abraço e um excelente Carnaval!!

 

 

 

ILIB / Laserterapia Sistêmica

Vamos entender melhor o que é o ILIB e Laserterapia Sistêmica? 

Para começar, o ILIB, que significa “Intravascular Laser Irradiation of Blood” é uma técnica que foi desenvolvida na Russia, e seu modelo original – que ainda hoje é realizado – consiste na introdução de um cateter intravenoso com uma fibra óptica de luz Laser no comprimento de onda vermelho acoplada para a radiação de forma contínua e direta sobre o sangue.

 

A técnica modificada, ou simplesmente “Laserterapia Sistêmica” é a técnica que realizamos aqui no Brasil. Ela tem o mesmo objetivo de irradiar o sangue mas é realizada de forma transdêrmica ou transcutânea e sua penetração e alcance se devem a modernidade dos novos equipamentos de Laser cuja potência é quase que cem vezes maior que a utilizada na técnica original, somada a grande vantagem de não ser invasiva e de fácil aplicação.

 

O Laser de Baixa Intensidade é um equipamento que emite luz, ou seja, uma radiação eletromagnética, e essa energia luminosa absorvida por estruturas chamadas cromóforos é utilizada nos processos químicos celulares (fotoquímica).

 

Por ser um mecanismos energético e não farmacológico os efeitos clínicos são variáveis de acordo com as alterações presentes em cada indivíduo. A energia só é absorvida se for necessária, em indivíduos com seu estado redox alterado,  e se não for absorvida perde-se pelo espaço sem prejuízo a nenhum órgão ou estrutura por onde passa. Os resultados clínicos desta forma são amplos e mais visíveis em pacientes mais comprometidos.

 

A Laserterapia Sistêmica contempla a irradiação de todo o sangue do indivíduo, uma vez que o tempo de tratamento é adequado a idade e peso do paciente e claro ao local escolhido pelo profissional para a realização da técnica. Entre as opções estão a artéria radial, pediosa, poplítea, carótida, região sublingual, etc. A frequência das sessões depende do tratamento e é estabelecida de forma individualizada por um profissional de saúde Laserterapeuta. É importante salientar que cada doença deve ser tratada pelo profissional responsável pela especialidade, evitando assim erros de tratamento, ou eventuais efeitos indesejados da técnica. 

 

A irradiação sanguínea promove a normalização das propriedades hemorreológicas do sangue melhorando a viscosidade sanguínea, aumenta a biodisponibilidade de NO (óxido nítrico) que entre outros tantos benefícios contribui para a melhor funcionabilidade vascular e normalização da pressão arterial além de normalizar o transporte de oxigênio pelas hemácias. Ainda, normaliza a ação da hemoglobina no tamponamento do sangue, o que contribui para a reativação de enzimas anti-oxidantes endógenas como a SOD (superóxido desmutase) levando à homeostase ácido-base sanguínea.

 

A luz também tem ação direta sobre células de defesa circulantes e seus efeitos imunomodulatórios apesar de  temporários ajudam o organismo no combate a diversas situações clínicas como por exemplo a gripe.

 

O maior benefício portanto é a promoção da homeostase ácido-base sanguínea o que garante o funcionamento de todos os processos fisiológicos saudáveis do organismo.

 

A técnica desta forma leva o indivíduo ao seu funcionamento ideal, e os efeitos como melhora na qualidade do sono, relaxamento ou energização, redução na dor, redução no edema, equilíbrio hormonal ou até a potencialização da ação dos medicamentos é facilmente percebido após a técnica.

 

Sem dúvida os benefícios da Laserterapia Sistêmica somados as características de ser uma técnica não invasiva, simples e rápida atraem muitos profissionais de saúde, e principalmente os pacientes que são os maiores disseminadores desta técnica.

 

A técnica tem várias indicações clínicas, como:

  1. Recuperação cirúrgica
  2. Tratamentos odontológicos
  3. Stress, Insônia e fadiga
  4. Drenagem linfática
  5. Rejuvenescimento
  6. Complicações diabéticas
  7. Asma, bronquite e problemas respiratórios
  8. Complicações cardíacas e vasculares
  9. Recuperação de atletas e performance física
  10. Artrite, fibromialgia e outras doenças inflamatórias

 

Assim como todas as técnicas, sim, existem efeitos indesejados. O seu uso em pacientes crônicos por exemplo, exige um total conhecimento da técnica pelo profissional de saúde uma vez que o mesmo deve ajustar as doses dos medicamentos utilizados com a frequência e dose da Laserterapia Sistêmica. Efeitos como taquicardia, hipotensão, exacerbação da lesão e até picos de hipertensão que expõem o paciente a riscos ainda maiores entre outros efeitos são relatados quando o paciente está realizando a técnica sem o correto acompanhamento profissional. Outra polêmica é por exemplo a sua realização em pacientes com tumor ativo em tratamento oncológico: ainda não tem embasamento científico suficiente para ser realizada com segurança.

 

Essa técnica é maravilhosa e vem para contribuir com a medicina atual na prevenção e tratamento de doenças. Mas como tudo, deve ser feita com indicação e conhecimento.

 

Autoria: Profa. Dra. Daiane T. Meneguzzo, Co-fundadora de Allaser, Professora de Habilitação em Laser da Faculdade SLMandic e Coordenadora do curso de ILIB/Laserterapia Sistêmica e demais cursos promovidos pela Allaser Cursos.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4705049165657236

 

Literatura Complementar:

  • Szymczyszyn A, Doroszko A, Szahidewicz-Krupska E, et al. Effect of the transdermal low-level laser therapy on endothelial function. Lasers Med Sci. 2016;31(7):1301–1307. doi:10.1007/s10103-016-1971-2
  • Hamblin MR. Mechanisms and Mitochondrial Redox Signaling in Photobiomodulation. Photochem Photobiol. 2018;94(2):199–212. doi:10.1111/php.12864
  • Konoplya AA, Gavrish SA, Konoplya AI, Loktionov AL. Primenenie vnutrivennogo lazernogo oblucheniya krovi v korrektsii immunnykh narushenii u patsientok s khronicheskim endometritom [The application of intravascular laser irradiation of blood for the correction of the immune disturbances in patients presenting with chronic endometritis]. Vopr Kurortol Fizioter Lech Fiz Kult. 2016;93(5):19–22. doi:10.17116/kurort2016519-22
  • Mi XQ, Chen JY, Cen Y, Liang ZJ, Zhou LW. A comparative study of 632.8 and 532 nm laser irradiation on some rheological factors in human blood in vitro. J Photochem Photobiol B. 2004;74(1):7–12. doi:10.1016/j.jphotobiol.2004.01.003
  • Wickenheisser VA, Zywot EM, Rabjohns EM, Lee HH, Lawrence DS, Tarrant TK. Laser Light Therapy in Inflammatory, Musculoskeletal, and Autoimmune Disease. Curr Allergy Asthma Rep. 2019;19(8):37. Published 2019 Jul 2. doi:10.1007/s11882-019-0869-z
  • Mii S, Kim C, Matsui H, et al. Increases in central retinal artery blood flow in humans following carotid artery and stellate ganglion irradiation with 0.6 to 1.6 microm irradiation. J Nippon Med Sch. 2007;74(1):23–29. doi:10.1272/jnms.74.23
  • Moskvin SV, Konchugova TV, Khadartsev AА. Vopr Kurortol Fizioter Lech Fiz Kult. 2017;94(5):10–17. Published 2017 Dec 5. doi:10.17116/kurort201794510-17
  • Avrutsky MJ, Katkovsky DG, Guseinov TJ, Musichin LV, Finkelstein IE. Application of intravenous low-intensity laser irradiation as part of anesthetic care during invasive surgery. J Clin Laser Med Surg. 1992;10(4):291–295. doi:10.1089/clm.1992.10.291
  • Momenzadeh S, Abbasi M, Ebadifar A, Aryani M, Bayrami J, Nematollahi F. The intravenous laser blood irradiation in chronic pain and fibromyalgia. J Lasers Med Sci. 2015;6(1):6–9.
  • Kazemikhoo N, Sarafnejad AF, Ansari F, Mehdipour P. Modifying effect of intravenous laser therapy on the protein expression of arginase and epidermal growth factor receptor in type 2 diabetic patients. Lasers Med Sci. 2016;31(8):1537–1545. doi:10.1007/s10103-016-2012-x

Parestesia – tratamento com Laserterapia

A Parestesia é uma alteração ou ausência de sensibilidade nervosa que pode acontecer após um procedimento cirúrgico. Por exemplo, após uma extração dental parte da língua e região dental podem ser acometidas. Enxertos e implantes também podem causar falta de sensibilidade em lábios e queixo. Os sintomas são variáveis desde a ausência total de sensibilidade, até sensações de peso, formigamento, dor e coceira. Dificuldades ao comer, babar-se, dificuldade para passar batom e beijar estão entre as principais queixas dos pacientes.

É muito comum os pacientes relatarem: “FIZ A CIRURGIA DE REMOÇÃO DO SISO E AGORA NÃO SINTO PARTES DA MINHA BOCA. O QUE FAZER?“.  Nesta situação ambos paciente e profissional ficam abalados, mas, assim como outros riscos, a parestesia faz parte das possíveis complicações cirúrgicas.

O tratamento convencional é o uso de vitaminas do complexo B, exercícios e tempo. As vezes demora anos para a sensibilidade voltar, as vezes o paciente se acostuma com a parestesia e interrompe o tratamento.

Uma alternativa  já bastante relatada na literatura é a fotobiomodulação com laser em baixa intensidade – ou simplesmente – Laserterapia.  O Laser doa energia luminosa favorecendo a regeneração do tecido nervoso lesionado promovendo a recuperação da sensibilidade. Ainda, pode ser utilizado para a prevenção de possíveis parestesias, quando realizado no pós operatório de cirurgias bucais. A utilização do laser no pós operatório cirúrgico traz também outros benefícios aos pacientes como rápida cicatrização, ausência de edema e dor (evita o uso de anti-inflamatórios e analgésicos),  melhora na musculatura facial pós cirúrgica, etc.

A técnica é rápida e indolor, e o número de sessões varia com o tempo da parestesia. Lesões recentes tendem a melhorar mais rápido, no entanto, a melhora clínica é percebida mesmo em parestesias antigas.

Quem pode realizar esse tratamento? Somente Dentistas Habilitados em Laserterapia.

por Dra. Daiane Thais Meneguzzo, PhD – CRO-SP 8686-3