fbpx
You are currently viewing Tratamento de Feridas com Laserterapia – 10 Dicas Essenciais

Tratamento de Feridas com Laserterapia – 10 Dicas Essenciais

Tratamento de Feridas com Laserterapia – 10 Dicas Essenciais.

O tratamento de feridas com o uso do laser é inovador, acelera a regeneração, diminui inflamação
e dor mas como qualquer outro tratamento deve ser utilizado seguindo alguns princípios, que
transformamos em 10 dicas:

Condura Clínica no Tratamento de Feridas

A primeira delas é talvez a mais importante e diz respeito a mudança necessária na conduta
clínica quando o laser é utilizado.

Isso se deve ao fato do laser agir de forma diferente do tratamento convencional de coberturas.

O tratamento convencional de feridas promove o estímulo celular através de uma ação química ou mecânica que resulta na cicatrização.

O laser por sua vez funciona através da entrega de energia ao tecido lesionado, que após absorver essa energia por substancias absorvedoras (cromóforos) promove o reestabelecendo da homeostase energética celular.

Ou seja, com o retorno a homeostase, via dose extra de energia as células lesionadas se regeneram segundo sua fisiolologia e genética.

Temos então por um lado uma agressão estimulatória (tratamento convencional) e do outro uma reposição energética (laserterapia).

Sendo assim, somar os dois tratamentos de forma aleatória não é indicado.

O estímulo energético de formação tecidual, que pode significar em formação de uma rede de fibrina que irá guiar os fibroblastos na sua migração para depois formar a pele ou mucosa pode ser totalmente inibido com coberturas desbridantes.

O resultado pode até acelerar o processo quando comparado com o uso exclusivo de coberturas mas está bem longe do alcançado e desejado com o tratamento a laser quando usado corretamente.

Independente do tratamento convencional ou com laser, o que se deve sempre garantir com o auxílio de coberturas é o equilíbrio na umidade da ferida e a proteção antimicrobiana.

E introduzir o laser no seu tratamento de feridas exige percorrer um novo caminho e mudar a forma como se trata uma ferida.

2. Fisiológico – Tratamento de Feridas

A segunda dica completa a primeira e diz respeito a trabalhar a favor do fisiológico.

Mas será que sabemos o que é fisiológico?

Será que conhecemos a fisiologia suficiente para saber o que realmente a ferida precisa e em qual fase ela está?

Provavelmente não. Por isso, a dica é: quando se utiliza a Laserterapia interfira o menos possível.

O nosso corpo sabe exatamente como regenerar, mas sim, nem sempre tem a energia suficiente e é justamente essa ajuda energética extra que o laser vai promover.

E dentro desta linha temos alguns pré-requisitos como o diagnóstico correto, a associação de coberturas corretas, diferenciar fibrina de tecido desvitalizado e contaminado, e talvez a mais difícil de todas, evitar remover o tecido necrosado.

Porque? Porque o processo fisiológico de reparo expulsa esse tecido na hora certa, ou seja, quando o tecido subjacente está preparado.

Muitas vezes o tecido necrosado é uma casca protetora contra infecção, e remoção pode levar à septicemia.

Mas claro, nada adianta irradiar com laser sobre esse tecido, existem técnicas corretas para estimular o tecido subjacente a regenerar até que a parte necrosada seja fisiologicamente expulsa.

Pode confiar que clinicamente o resultado é incrível, você já experimentou?

3. Dosimetria no Tratamento de Feridas

Entrando um pouco em dosimetria, hoje temos uma gama enorme de equipamentos (LEDs e Lasers) e tipos de luz de diferentes comprimentos de onda (como a luz vermelha 632-660nm, infravermelha 780-1064nm e azul 570nm) que irão aumentar os benefícios da luz de acordo com o tecido e podem ser utilizadas em diferentes locais e fases da lesão.

Portanto, use a abuse dosdiferentes equipamentos!

4. Conhecimento da lesão e dos tecidos envolvidos

O conhecimento da lesão e dos tecidos envolvidos também fazem toda a diferença nos resultados do tratamento a laser.

A luz muitas vezes deve atravessar estruturas, seu espalhamento ou reflexão diminuem sua absorção e portanto a logística de entrega de energia é a chave para garantir que a dose ideal chegue ao tecido alvo.

Sendo assim fique atento aos diferentes tecidos, diferentes profundidades, e individualize sempre as doses!

5. Irradiação

Saiba unir ou escolher se a irradiação deverá ser local ou sistêmica.

Temos a possibilidade de atuar localmente sobre a ferida como de forma sistêmica, ao ativar linfonodos, ou seguir o trajeto dos vasos linfático, irradiar a coluna vertebral, acupuntos ou ainda vasos sanguíneos superficiais como artéria radial e carótida para a irradiação sanguínea.

Cabe ao profissional buscar conhecer e dominar cada técnica em busca de melhores resultados clínicos.

6. Momento de se irradiar

Sobre o melhor momento de se irradiar, a resposta é sempre o quanto antes!

O processo inflamatório de reparo tecidual inicia imediatamente após a injúria, e se esse processo estiver com dose extra de energia, a velocidade de resolução será maior, e menores as consequências típicas do processo inflamatório para o paciente:

  • menos dor,
  • menos edema,
  • menor desconforto,
  • e uma regeneração mais rápida.

7. Regeneração

Um dos maiores obstáculos para a regeneração é a infecção.

E um dos grandes benefícios do uso da luz é na terapia fotodinâmica antimicrobiana.

Ela acontece a partir da união de três fatores: corante (ou substancia absorvedora de luz, cromóforo), Luz e oxigênio.

A luz é absorvida pelo corante e a energia é transferida ao oxigênio gerando espécies reativas de oxigênio, os radicais livres.

Estes, em alta concentração são tóxicos ao microorganismos. Sem efeito colateral, e por ser uma reação química, não apresenta resistência bacteriana.

Sem falar no amplo espectro de atuação:

  • bactérias,
  • vírus,
  • fungos e
  • parasitas.

Ou seja, uma ferramenta incrível e muito importante quando iniciamos o tratamento ou quando for necessário durante a evolução da ferida.

8. Trate a dor com respeito

E isso significa saber tratar. Saber os mecanismos de ação do laser na dor, e principalmente usar a luz para alcançar uma analgesia duradoura.

O laser também pode ter um efeito temporário de bloqueio da dor, mas o local de irradiação deve ser muito bem escolhido para não comprometer a regeneração por excesso de dose.

9. Registro do Tratamento de Feridas

Tratamento de Feridas

Nada adianta realizar um bom trabalho se não puder comprovar!

Registre a cada sessão a evolução em fotos ou vídeos.

Padronize as fotos fazendo sempre da mesma distância da ferida e faça valer cada foto inserindo uma régua de papel com a data e iniciais do paciente para que a evolução da lesão possa ser comprovada.

Mostre para sua equipe, para seus colegas, para os médicos que trabalham com você, publique o caso clínico.

Mas lembre-se: sempre tenha o termo de autorização das fotos assinado pelo paciente.

10. Proteção

E finalmente, proteja-se, proteja seu paciente.

Proteção ocular, biossegurança para proteger a ponta ativa do seu equipamento, cuidados com a maleta. Já pensou que o mesmo equipamento vai do hospital para seu consultório e de lá para sua casa?

BIOSSEGURANÇA é muito importante!

A laserterapia é um tratamento maravilhoso, mas é preciso ser bem executada! Sucesso na sua prática e lembrem-se dessas dicas!
Muita luz!
Profa. Dra. Daiane T. Meneguzzo, DDS, Msc, PhD


Conheça nossos cursos, e entre em contato pelo nosso WhatsApp para saber mais.

contato@allaser.com.br
www.allaser.com.br

Deixe um comentário